Pressão sobre o mercado

MERCADO


Bolsa
A quinta-feira foi de pressão sobre o mercado de ações, com o Ibovespa sofrendo os efeitos da crise do lado externo, mas no fechamento a baixa foi de apenas 0,22% aos 88.846 pontos, com a recuperação das ações do setor financeiro. O volume ficou em R$ 10,7 bilhões. O destaque negativo ficou para as ações da Petrobras refletindo o arrefecimento dos preços do petróleo no mercado internacional. Nosso mercado segue bastante sensível aos acontecimentos no exterior, sobretudo na China e Estados Unidos, com as recorrentes discussões na disputa comercial. Ontem pesou para as bolsas internacionais o anúncio da prisão de um importante executivo da gigante chinesa de tecnologia Huawei, somado a incertezas quanto aos desdobramentos do Brexit. Nesta sexta-feira, as bolsas internacionais mostram comportamento misto no fechamento da Ásia e operam em alta na zona do euro. Hoje a agenda econômica domestica traz como destaque a inflação medida pelo IPCA em deflação de 0,21% no M/M e 4,05 no A/A (expectativa de -0,09% e 4,17%, respectivamente), além do IGP-DI, com deflação de 1,14% bem abaixo da expectativa. No âmbito externo, destaque para PIB da zona do euro com crescimento de 0,2% no M/M e de 1,6% no A/A, enquanto nos EUA, o destaque parte dos dados do payroll. O peso do noticiário de ontem poderá ainda refletir na B3 neste fechamento de semana.

Câmbio
O nervosismo do lado externo foi suficiente para uma puxada forte no dólar com a moeda encerrando em alta de 0,17% a R$ 3,8745 no mercado à vista, com forte oscilação durante o dia. Além da influência do noticiário internacional negativo, o feriado nos Estados Unidos deu margem para ajustes nos ativos na volta dos investidores ao mercado.

Juros
A tensão nos mercados provocou forte volatilidade nos contratos de juros futuros. O DI para jan/20 encerrou o dia com taxa de 6,87% ante 6,94% no ajuste anterior e para jan/25 a taxa fechou em 9,69% de 9,77% na quarta-feira.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Camil Alimentos S.A. (CAML3)
 Companhia realiza o Camil Day 2018

A Camil Alimentos S.A. realizou ontem (6/dez) sua apresentação anual (Camil Day 2018).  A companhia sinalizou um mês de novembro atípico para o segmento de arroz e que deve pressionar as margens nesse 3T18. Demais segmentos de produtos seguem em recuperação gradual. Para 2019 espera-se uma recuperação gradual de volumes vendidos em todas as categorias de produtos da companhia.

  • A companhia concluiu o seu Programa de Recompra em jun/18 com a aquisição de 5,8 milhões de ações para atender o Plano de Opção de Compra de Ações. Abertura de novo programa não está descartada, embora não tenha nada no horizonte de curto prazo. Este ano até ontem (6/dez) suas ações registram queda de 14,2% para R$ 6,56/ação. O preço justo de R$ 10,80/ação corresponde a um potencial de alta de 64,6%.
  • Modelo de negócios sólido e com margens estáveis. Conforme destacado pela companhia, tomando por base um período mais longo, de 10 anos, o CAGR de crescimento foi: +13% para Receita Líquida e EBITDA e +18% para o Lucro Líquido. Nesse período (últ.10 anos) a média de margem EBITDA foi de 10,5% variando entre o mínimo de 9,4% e o máximo 11,7%.
  • Líder nos mercados de atuação, no Brasil e Mercosul. No Brasil é líder na comercialização de arroz (9,1% de participação de mercado) e açúcar (com 33,5%) e vice-líder em feijão (7,3% de market share), sardinha (com 42,9%) e atum (com 23,2%). Líder absoluto no Uruguai (48,0%), Chile (33,3%) e Peru (33,0%).
  • Estratégia de crescimento combina Consolidação de Mercado e Expansão geográfica. Essa estratégia passa por 3 eixos principais: (1) Consolidação – notadamente nos segmentos de arroz e feijão onde o mercado é muito pulverizado. A Camil é a 1ª no ranking de arroz com market share de 9,1% (após aquisição da SLC Alimentos). O segundo colocado detém 4,8% do mercado e o terceiro, 3,1%; (2) Novas Categorias – com interesse em massa, farináceos e café, segmentos com alta perspectiva de crescimento; (3) Novas Geografias – com a entrada em novos mercados e oportunidades de longo prazo em novas regiões. A companhia manifestou interesse em Colombia, Argentina, como novos mercados.

BB Seguridade Participações S.A. (BBSE3)
Dividendos extraordinários

O Conselho de Administração da BB Seguridade, em reunião realizada dia 5 de dezembro de 2018, aprovou a distribuição de dividendos extraordinários no montante de R$ 2,7 bilhões, equivalente a R$ 1,352301189/ação.

  • Os dividendos serão pagos no dia 02.01.2019 e terão como base a posição acionária de 11.12.2018, sendo as ações negociadas ex-dividendos a partir de 12.12.2018.
  • Com base na cotação de R$ 28,50/ação o retorno é de 4,7%.

Vale (VALE5)
Aquisição de uma mineradora

A Vale anunciou ontem, minutos antes do início do pregão, que fechou um acordo definitivo para a aquisição da mineradora Ferrous Resources Limited por US$ 550 milhões (R$ 2,2 bilhões ao câmbio de ontem).

  • A Ferrous possui minas de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais (cidades de Brumadinho, Congonhas, Itatiaiuçu e Itabirito), e também na Bahia (Coração de Maria);
  • Esta operação está em linha com que já foi anunciado no Vale Day em Nova York, em que a empresa pretende usar seu excesso de caixa, entre outras coisas, para fazer pequenas aquisições.

Indústria automobilística
Queda na produção e aumento nas vendas em novembro

Conforme os dados publicados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos no Brasil em novembro de 2018 atingiu 245,1 mil unidades, volume 1,6% menor que em igual mês do ano passado.

  • A queda na produção em novembro, segundo a Anfavea, ocorreu pela retração nas exportações;
  • As vendas de veículos no Brasil somaram 205,1 mil unidades, volume 12,3% maior que no mesmo mês do ano passado.  No acumulado do ano, o crescimento chegou 13,3%;
  • As exportações, que foram muito importantes para a retomada da indústria, continuaram em queda.  Em novembro, a receita com as vendas ao exterior foi de US$ 960 milhões, uma queda de 1,4% em relação ao mês anterior e de 32,8% comparado ao mesmo mês de 2017.

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