Prezado Sr.(a),

O dia 1º de Janeiro 2019 está chegando, mas o melhor da festa é esperar por ela!

A equipe de transição está a todo vapor, e a melhor definição que podemos dar, em especial pelo do lado econômico é: sai Unicamp e entra a Universidade de Chicago! O mindset é completamente diferente, a bem da verdade, de tudo que já vivemos no Brasil. A predominância das ideias liberais, do reestabelecimento da ordem, do combate ao gigantismo do Estado e da procura incessante de se privilegiar o mérito e a competência, em lugar do toma-lá-da-cá, tem sido a marca nestes primeiros dias de transição e indicações para Ministros.

Trata-se de nosso novo normal. Mais do que isso, o conjunto de Superministros começa a estruturar suas equipes com absoluta autonomia e sintonia com o todo. A importância dessa forma de agir é fundamental para o Brasil, pois deixaremos de ter a dependência, ao menos no médio e longo prazos, de um ou outro Ministro. Obviamente, o realinhamento das ações, políticas e programas, dependem, e muito, dos “mentores” de cada pasta, porém uma vez reestruturada a casa, com o novo norte e equipe coesa, a trajetória fica mais fácil seguir e nossas vulnerabilidades quanto ao rumo e condução das políticas, bastante reduzidas.

Estabelecer, portanto, o ordenamento das ideias e propostas de campanha com profissionais competentes e que possam dar sequencia ao programa de governo, traduz-se em significativa “ferramenta” de mitigação de risco. Investidores, agencias classificadoras de risco e os mercados como um todo olham e avaliam isso. O momento é de se recuperar os índices de confiança, a base para tudo mais. O retorno da confiança será, junto com as primeiras ações, mola propulsora para retomada da economia.

A formação do novo governo guarda algumas particularidades, e estas não são nada sutis. Além do enxugamento da maquina pública, que não se espera seja de percentual reduzido, compõem o governo vários militares. Militares das mais altas capacidades técnicas e ajustadas às suas futuras funções, mas que, em regra, carregam em seus currículos a característica de seriedade e incorruptibilidade. Nada mais justo e coerente às promessas de campanha, e que virá por mais uma vez quebrar paradigmas de que militares são autoritários e menos democratas. Nessa linha, para a “disruptividade” se espera para várias ações no país (repetimos, sempre dentro da legalidade), ninguém melhor do que eles a compor essa nova equipe. Se no campo econômico teremos uma forte guinada à direita, em outros segmentos a sociedade crê também em mudanças radicais. A esperança está de volta e, certos de que não se pode “apagar” ou se desconsiderar as ações e ganhos obtivemos nos últimos anos, espera-se muita seriedade e comprometimento da nova equipe não somente durante o curto período de transição para ouvir as pessoas de bem, mas também ao longo dos próximos anos como contribuidores. Precisamos de efetividade. Assim, a frase que abre este Comentário do economista Milton Friedman da Universidade de Chicago traduz bem o momento que vivemos: “Um dos grandes erros é julgar políticas e programas por suas intenções, e não por seus resultados”.

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