Ibovespa marca 3º pregão de alta na reta final de novembro

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa marcou o terceiro pregão de alta (0,51%) aos 89.709 pontos, com giro financeiro de R$ 13,2 bilhões. O destaque do período da tarde foi a ata da última reunião do Federal Reserve confirmando o discurso do presidente do banco na véspera, dando força às bolsas de NY. Do lado doméstico, destaque para o superávit de R$ 9,451 bilhões do governo em outubro, acima das expectativas, e a cautela em relação à decisão para a cessão onerosa dos lotes excedentes da Petrobras. Hoje a agenda econômica traz em destaque o PIB brasileiro do 3T18 com alta de 0,8%T/T e de 1,3% A/A. Na zona do euro, a taxa de desemprego ficou em 8,1% em outubro. As bolsas internacionais caem na zona do euro antes da reunião do G-20 que terá como destaque a disputa comercial entre EUA e China. Do lado doméstico, destaque para a sinalização de retorno de investidores estrangeiros às compras, atenção à queda do petróleo no mercado internacional e fechamento da Ptax para dezembro.

Câmbio
O dólar encerrou a quinta-feira em alta de 0,40% cotado a R$ 3,8534 na contramão de outros mercados emergentes. A disputa para de definição da Ptax que acontece hoje, teve participação neste movimento.

Juros
Os juros futuros subiram na ponta mais curta, com a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 fechando em 6,999% de 6,942% e para jan/25 o DI encerrou a 9,64%, de 9,672%.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Suzano e Fíbria (SUZB3 e FIBR3)

Aprovada a fusão das duas companhias

A Fibria e a Suzano informaram ontem, 29, que a autoridade da concorrência da Europa aprovou a combinação de seus negócios e bases acionárias. Esse era o último passo para que as empresas pudessem se unir.

  • O processo de substituição das ações da Fibria por ações ordinárias de emissão da Eucalipto Holding, e destas por ações da Suzano, terá início no dia 4 de janeiro de 2019;
  • Em 14/01/19 (data de consumação da operação), a Holding pagará aos acionistas Fibria na data base a parcela em dinheiro ajustada, nos termos do Protocolo e Justificação.
  • A conclusão do processo e positiva para a Suzano formando uma estrutura de liderança no mercado mundial de celulose.
  • Ontem a ação SUZB3 encerrou cotada a R$ 38,93 com alta de 6,0% e no acumulado do ano a ação subiu 109.3 %. A ação FIBR3 encerou ontem cotada a R$ 72,28 com alta de 1,7% e 52,1% no acumulado do ano.

Pão de Açúcar (PCAR4)

Pagamento de juros sobre capital no montante de R$ 71,4 milhões. Ex em 5/dez

  • Montante: R$ 71.438.745,34, o equivalente a R$ 0,2521 por ação ordinária e R$ 0,2774 por ação preferencial.
  • Direito dos acionistas: até 4/dezembro
  • Data prevista para pagamento: 13 de dezembro
  • Ontem a ação PCAR4 encerrou cotada a R$ 83,53. Com base nesta cotação o retorno para os acionistas é de 0,33%.

Itaú Unibanco (ITUB4)

Ex JCP em 18/dez/18

O Conselho de Administração do Itaú Unibanco, reunido ontem (29/nov) aprovou a declaração de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,0106 por ação, que serão pagos até 30.4.2019, com base na posição acionária do dia 17.12.2018. As ações serão negociadas ex-juros a partir de 18.12.2018 e o retorno líquido é de 0,03%.

  • Na mesma Reunião do Conselho de Administração foi aprovado o remanejamento do Diretor Vice-Presidente Caio Ibrahim David para o cargo de Diretor Geral, a partir de janeiro de 2019, quando passará a ser responsável por estruturar os serviços e estabelecer as normas internas e operacionais relativas às áreas de atacado e ao relacionamento com as pessoas jurídicas de médio e grande porte.
  • Em adição, foi eleito Diretor Vice-Presidente, Milton Maluhy Filho, cuja função será a de gerenciar os riscos do banco.

BRF (BRFS3

Retomada produção de frangos em Chapecó/SC

A BRF informou ontem (29/nov) ter retomado a operação nas linhas de frango e ampliado a produção de perus na unidade de Chapecó, no oeste de Santa Catarina. Assim, cerca de 1.100 funcionários da linha de frangos que estavam em lay-off, retornam aos seus postos de trabalho a partir de janeiro.

  • Para as linhas de perus de corte e inteiro/comemorativo, a estimativa é a criação de 700 novos postos de trabalho com início em março de 2019.
  • Suas ações registram queda de 38,5% este ano para R$ 22,50/ação (valor de mercado de R$ 18,3 bilhões). O preço justo de R$ 29,00 traz um potencial de alta de 28,9%.

Petrobras (PETR4)
Aumento da produção em outubro e perda no CARF

Em outubro, a produção de petróleo no Brasil realizada pela Petrobras foi de alcançou 2,041,0 mil barris por dia (mbpd), 8,7% maior que em setembro, mas 5,6% abaixo do mesmo mês no ano passado.

  • O forte aumento na produção em outubro ocorreu pelo início da operação na plataforma P-69 e também com o encerramento das paradas para manutenção em várias das plataformas localizadas na Bacia de Campos;
  • A Petrobras informou ontem, após o pregão, que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) proferiu sentença desfavorável à empresa em processos fiscais que totalizam R$ 7 bilhões, aproximadamente;
  • Ainda cabe recurso no próprio CARF a esta decisão.

CCR (CCRO3)

Acordo com o Ministério Público

Ontem, durante o pregão, a CCR anunciou que celebrou um Termo de Autocomposição com o Ministério Público do Estado de São Paulo, pelo qual se comprometeu a pagar R$ 81,3 milhões, em duas parcelas, a primeira em março de 2019 e a segunda no mesmo mês do ano seguinte.

  • Com a assinatura deste Termo, fica encerrado um Inquérito Civil conduzido pelo Ministério Público;
  • Apesar de uma saída de caixa não ser algo bom, neste caso o dispêndio é positivo para a CCR, pois mitiga riscos que vem comprometendo o desempenho de suas ações.

Ultrapar (UGPA3)

Reunião com analistas

A Ultrapar realizou ontem uma reunião muito aguardada com analistas e investidores, para discutir as estratégias e perspectivas do grupo.

  • O tom da diretoria foi de bastante confiança na retomada dos resultados, que foram muito comprometidos nos últimos trimestres por despesas não recorrentes e problemas na Ipiranga;
  • As expectativas para os resultados consolidados são muito positivas, com maior geração de caixa e diminuição da alavancagem financeira;
  • Para 2019, é esperada uma forte expansão do EBITDA do grupo, que permitirá o pagamento de proventos acima dos 60% do lucro líquido.

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