Boletim Diário – 8 de Novembro 2018

MERCADO

Bolsa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 1,08% aos 87.714 com giro financeiro de R$ 13,3 bilhões. Nesta primeira semana de novembro o mercado segue bastante sensível ao noticiário político (doméstico e externo) e aos resultados corporativos do 3T18. Ontem a bolsa abriu em alta, mas não resistiu à pressão vendedora. Os investidores estrangeiros seguem pouco ativos nestes dias. Um maior número de resultados divulgados no final da quarta-feira deverá refletir nos papéis destas empresas hoje, com algumas empresas mostrando desempenho mais fraco. Hoje, acontece a reunião do Federal Reserve no final da tarde e Além deste evento a agenda econômica traz dados de emprego nos EUA e no Brasil saiu o IPC-S com alta de 0,43%. Na China, a balança comercial de outubro ficou em US$ 34,0 bilhões, perto das expectativas. As bolsas mostram alta na zona do euro e no fechamento na Ásia. Nos EUA os futuros indicam queda.

Câmbio
Em dia de volatilidade, a moeda americana voltou a cair no mercado à vista, fechando com queda de 0,54%, a R$ 3,7395. No futuro, o dólar para dezembro terminou o dia em R$ 3,7380, em queda de 0,80%.

Juros
Os juros futuros mostraram recuo na ponta mais curta (jan/20), reflexo da divulgação do IPCA de out/18 próximo do piso das estimativas do mercado. a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 fechou em 7,12%, de 7,153% no ajuste anterior. A taxa do DI para jan/25 avançou de 9,822% para 9,86%.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

MRV Engenharia (MRVE3)

Redução de 13,8% no lucro líquido do 3T18, somando R$ 174 milhões ante R$ 202 milhões no 3T17

  • No acumulado de 9M18 o resultado líquido da empresa aumentou 5,6% passando de R$ 473 milhões para R$ 500 milhões com a margem líquida caindo de 14,0% para 12,8%.
  • Houve melhora em algumas contas operacionais mais  a última linha do 3T18 ficou abaixo das expectativas.

Via Varejo (VVAR11) 

Listagem Novo Mercado da B3 a partir do dia 26/11/18

  • A companhia comunicou ao mercado que a partir do dia 26 de novembro de 2018 as ações preferenciais de emissão da Companhia e as Units deixarão de ser negociadas, em virtude da conversão da totalidade de suas ações preferenciais em ações ordinárias, na proporção de 1 (uma) ação ordinária para cada 1 (uma) ação preferencial; e as ações ordinárias da Companhia estarão admitidas à negociação no Novo Mercado.
  • Ontem a unit VVAR11 encerou cotada a R$ 15,68 acumulando desvalorização de 35,8% no ano.

Carrefour Atacadão (CRFB3)

Crescimento de 40% no lucro líquido ajustado totalizando R$ 1,12 bilhão

  • Vendas líquidas e Lucro Bruto – Crescimento de 8,1% sobre o 3T17, somando R$ 12,74 bilhões. O lucro bruto aumentou em 12,9% no período, atingindo R$ 2,72 bilhões no 3T18.
  • Nos 9M18 as vendas líquidas somaram R$ 36,90 bilhões, aumento de 6,3% sobre os R$ 34,7 bilhões dos 9M17.
  • EBITDA ajustado atingiu R$ 991 milhões contra R$ 747 milhões no 3T17, aumento de 32,6% e o lucro líquido foi de R$ 233 milhões para R$ 391 milhões, evolução de 67,6% com a margem passando 2,0% para 3,1%.
  • Nos 9M18, o EBITDA ajustado foi de R$ 2,38 bilhões para R$ 2,77 bilhões (+15,5%) e o lucro líquido somou R$ 1,12 bilhão ante R$ 803 milhões nos 9M17, aumento de 40,0%.
  • O bom desempenho veio de um aumento nas vendas com melhora no operacional, ganhos de eficiência, abertura de novas lojas e redução expressiva nas despesas financeiras.
  • Aprovação juros sobre capital próprio no valor total de R$380 milhões (valor por ação de R$0,191660497).
  • A ação CRFB3 encerrou ontem cotada a R$ 16,17 acumulando valorização de 7,2% no ano.

Banco do Brasil (BBAS3)

Bom resultado do 3T18 em linha

O Banco do Brasil registrou no 3T18 um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, com crescimento de 11,8% em relação ao 3T17 (R$ 2,8 bilhões). Já o lucro líquido ajustado no trimestre, que exclui eventos extraordinários, cresceu 25,6% na mesma base de comparação, para R$ 3,4 bilhões, em linha com nossa estimativa. Esse resultado ajustado foi impactado positivamente pelo incremento da margem financeira líquida – por redução de 37,5% das despesas de PDD, aliado ao crescimento de 4,7% das receitas de tarifas, e evolução das despesas administrativas (pessoal e outras adm.), abaixo da inflação (0% no trimestre e +0,8% no 9M18).

  • Seguimos com recomendação de compra e preço justo de R$ 52,00/ação, que embute um potencial de alta de 25,5% quando comparado a cotaão de R$ 41,45/ação.
  • Com base no resultado do 9M18 o BB revisou para baixo sua expectativa de evolução da Margem Financeira Bruta, de -5% a 0% para o intervalo entre -6,5% e -5,0%. As demais estimativas foram mantidas.
  • Em adição, o Conselho Diretor do BB aprovou a distribuição de R$ 1,16 bilhão na forma de JCP, equivalente a R$ 0,41689360986/ação, a ser pago em 30/11/2018, tendo como base a posição acionária de 21/11/2018, sendo as ações negociadas ex-juros a partir de 22/11/2018. O yield líquido é de 0,85%.

Cosan S.A. (CSAN3)

Resultado do 3T18 ajustado, acima do esperado

A companhia reportou seus resultados referentes ao 3º trimestre de 2018 com EBITDA em linha, Receita e Lucro acima do esperado. Como pano de fundo as incertezas pré-eleição; o risco inflacionário e volatilidade cambial; as oscilações nos preços internacionais de petróleo e commodities agrícolas. A demanda do ciclo otto segue abaixo do esperado, afetando a indústria de distribuição de combustíveis. No segmento de açúcar e etanol, o período mais chuvoso retardou a colheita e o mix de produção no país segue favorecendo o etanol.

  • Ao preço de R$ 34,92/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 14,2 bilhões suas ações registram queda de 13,4% este ano. O preço justo de R$ 50,00/ação corresponde a um potencial de alta de 43,2%.
  • A Cosan S.A. alcançou um EBITDA ajustado proforma de R$ 1,21 bilhão no 3T18 (-25% s/3T17 e +16% s/2T18) e um lucro líquido de R$ 44 milhões (-91%), afetado negativamente pela variação cambial (não caixa) na parcela não protegida do Bônus Perpetuo. Em base ajustada o lucro líquido foi de R$ 173 milhões (-67% s/3T17 e +547% s/2T18).
  • Seu endividamento líquido subiu em ambas as bases de comparação, bem como sua alavancagem que passou de 1,8x no trimestre anterior para 2,0x no 3T18. A companhia gerou R$ 829 milhões de caixa no 3T18 impulsionada pela maior captação de recursos na Raízen, após ter consumido R$ 722 milhões de caixa no 2T18.
  • A companhia revisou o guidance de algumas linhas de resultado de suas principais controladas, mas que não alteraram as expectativas da Cosan S/A, de crescimento de receita e de EBITDA.

BRF (BRFS3)

Prejuízo no 3T18

A BRF registrou um prejuízo líquido de R$ 812 milhões no 3T18 impactado pela volatilidade cambial e aumento do preço de suas principais matérias primas. Apesar da queda de 2,7% no volume comercializado em relação ao 3T17, a companhia reportou um leve crescimento de receita de 0,4% para R$ 8,8 bilhões, sensibilizado pelo reajuste de preço de sua linha de produtos, nas operações Brasil e Halal, aliado ao melhor mix de vendas.

  • Suas ações registram queda das ações para 39,2% neste ano para R$ 22,24/ação (valor de mercado de R$ 18,1 bilhões).
  • A forte evolução dos preços de suas principais matérias primas impactou negativamente o lucro bruto e consequentemente o EBITDA. Em base de 12 meses o preço dos grãos registrou aumento de aproximadamente 45% e o EBITDA ajustado caiu 35,7% para R$ 604 milhões.
  • No trimestre a BRF registrou impacto significativo em sua alavancagem em função principalmente dos movimentos de desvalorização da moeda norte americana. Ao final de set/18 sua dívida líquida era de R$ 16,3 bilhões e a alavancagem líquida atingiu 6,74x. Sua geração de caixa operacional foi de R$106 milhões no trimestre.

CSN (CSNA3)

Aumento dos preços e das exportações de minério ajudam o crescimento de lucro do 3T18

A CSN divulgou na noite de ontem seus resultados do 3T18, que quando comparados ao 3T17 mostraram pequena queda nas vendas de aço, mas as elevações das exportações de minério e dos preços dos dois produtos, permitiram incrementos das margens e do lucro líquido. A queda do lucro em relação ao trimestre anterior, ocorreu porque no 2T18 a empresa contabilizou ganhos com a venda da CSN LLC (R$ 1.150 milhões)
• No 3T18, a CSN lucrou R$ 752 milhões (R$ 0,54 por ação) no 3T18, valor 36,8% menor que no trimestre anterior, mas 193,6% superior ao 3T17;
• As vendas de aço de aço realizadas pela CSN no 3T18 foram de 1.290 mil toneladas, menores em 0,8% que no mesmo período do ano passado. O destaque no trimestre foi o aumento das vendas no mercado interno, que cresceram 13,7%;
• As vendas de minério tiveram outro bom trimestre, com aumentos de 14,2% em relação ao 2T18 e 16,8% comparado ao 3T17.


Tupy (TUPY3) 

Um salto no lucro do 3T18 e proventos adicionais

A Tupy divulgou ontem, após o pregão, seus resultados do 3T18, com forte crescimento de vendas, na receita e no lucro, seja na comparação com o trimestre anterior ou o 3T17. Os bons números decorreram também dos aumentos dos preços, melhor mix de produtos vendidos e da desvalorização do real.
• No 3T18, a Tupy lucrou de R$ 89 milhões (R$ 0,61 por ação), que foi 16,1% maior que no mesmo trimestre do ano passado e 83,6% acima do 2T18;
• A Tupy vem se beneficiando do bom momento da indústria automobilística no Brasil e na América do Norte;
• A empresa pagará proventos no dia 26 de novembro no total de R$ 50 milhões (R$ 0,35 por ação). Este valor representa os R$ 37,5 milhões já esperados, mais uma parcela adicional de R$ 12,5 milhões.


Ultrapar (UGPA3) 

Lucro menor no 3T18 

Os resultados da Ultrapar no 3T18, comparados ao mesmo período do ano passado, mostraram aumento na receita, mas forte queda na rentabilidade.  Isso ocorreu, principalmente, pela redução nas margens da principal empresa do grupo (Ipiranga).

  • Em relação ao 2T18, os números do 3T18 mostraram uma expressiva recuperação por conta das maiores vendas da Ipiranga e da ausência de perdas não recorrentes;
  • No 3T18, a Ipiranga obteve uma importante recuperação nas vendas, que cresceram 2,3% em relação ao 3T17 e 5,8% comparado ao período anterior;
  • A Oxiteno teve um trimestre com bons resultados, mesmo tendo sofrido com a redução de 2,8% no volume de vendas em relação ao 3T17;
  • A Ultragaz também teve queda de vendas, mas teve sua rentabilidade foi “salva” por aumentos de preços.

Estácio Participações (ESTC3) 

Resultados do 3T18, positivo a despeito do cenário macro tempestivo

  • A Estácio reportou os seus resultados referentes ao 3T18 com avanço nas principais margens.
  • O reflexo deste resultado se deu pela estabilidade na base de alunos, que excluindo a base de alunos Fies – cujo programa vem sofrendo forte restrição – o crescimento foi de 6,9%.
  • Houve melhora no indicador de rentabilidade (medido pelo ticket médio) e bom controle dos custos, levando a companhia a reportar lucro líquido de R$ 194 milhões (R$ 0,63/ação) no 3T18, 30% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
  • A ação ESTC3 encerrou ontem cotada a R$ 22,69 acumulando desvalorização de 30,2% em 2018. O valor de mercado atual da companhia é de R$ 6,8 bilhões e a ação está sendo negociada a 2,18x o valor patrimonial.

Valid (VLID3) 

Crescimento de 116,4% no lucro líquido de 9 meses, somando R$ 58,0 milhões

  • Um bom resultado trimestral com evolução de 19,7% na receita líquida do 3T18, somando R$ 478,9 milhões. Nos 9M18, a receita foi de R$ 1,29 bilhão, aumento de 10,7% sobre os 9M17. As receitas vindas do exterior subiram de U$S 60,0 milhões para U$S 61,1 milhões no 3T18 frente ao 3T17.
  • No 3T18, o Lucro Líquido atingiu R$ 23,8 milhões contra R$ 15,8 milhões no 3T17, um crescimento de 50,6%. No acumulado do ano o resultado totalizou R$ 58,0 milhões contra R$ 26,8 milhões no mesmo período de 2017.
  • A ação VLID3 encerrou ontem cotada a R$ 16,05 com queda de 11,1% no ano.

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