Boletim Diário – 03 de Setembro 2018

MERCADO

Bolsa
O Ibovespa fechou o último pregão de agosto em alta de 0,36% aos 76.678 pontos. Com giro financeiro de R$ 11,3 bilhões. No acumulado o índice recuou 3,2%. A semana passada marcou o início mais firme da campanha eleitoral somado ao noticiário mais pesado do lado externo. Hoje a agenda econômica traz, além dos dados do Boletim Focus, a inflação medida pelo IPC-S e a balança comercial semanal, dados pouco relevantes. Do lado externo, temos hoje predomino de noticiário político, na Europa e Estados Unidos. As bolsas internacionais abrem o mês de setembro em baixa no fechamento da Ásia e oscilam sem definição de rumo na Europa.  Do lado doméstico, o placar de 6×1 na votação do caso Lula, pode começar a definir de maneira mais clara o andamento da campanha presidencial de agora em diante. Mesmo assim, a volatilidade deverá novamente marcar o comportamento das ações em setembro.

Câmbio
Em dia de definição da Ptax, o dólar devolveu parte da alta acumulada no mês, com queda de 2,15% na sexta-feira, cotado a R$ 4,0646 no fechamento, no mercado à vista. Mesmo assim, o ganho no mês foi de 8,23% ante o real, maior variação mensal desde setembro de 2015, quando o Brasil perdeu o grau de investimento.

Juros
Os juros recuaram na sexta-feira, acompanhando o desenrolar da votação da candidatura de Lula no TSE. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 fechou em 8,67%, de 8,80% na véspera e para jan/25 a taxa de 12,30% para 12,11%.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cemig S.A. (CMIG4)
Recebimento de Indenização – UHE’s São Simão e Miranda. 

A Cemig Geração e Transmissão S.A. (Cemig GT), subsidiária integral da Cemig S/A,  recebeu na sexta-feira (31/ago), os valores referentes à indenização, na forma prevista na Portaria do Ministério das Minas e Energia – MME 291/2017, dos ativos não amortizados ou não depreciados relativos aos Projetos Básicos das UHE’s São Simão e Miranda, no valor total de R$ 1,14 bilhão.

  • Ao final do 2T18 a dívida consolidada da companhia era de R$ 14,6 bilhões, com custo nominal de 9,19% (real de 4,65%), sendo 26% em dólar. Considerado o caixa/aplicações financeiras de R$ 1,2 bilhão, a dívida líquida somava R$ 13,4 bilhões, com alavancagem de 3,6x o EBITDA e se compara a R$ 12,8 bilhões do 1T18 (3,5x o EBITDA).
  • As CMIG4 registram alta de 15,4% este ano para um preço de R$ 7,46/ação (valor de mercado de R$ 10,9 bilhões). Os múltiplos para 2018 são: P/L de 6,8x e VE/EBITDA de 6,5x. O preço justo de R$ 10,00/ação, traz um potencial de alta de 34,0%.

Copel Energia S.A. (CPLE6)
Revisão do cronograma de obras do Complexo Eólico Cutia e da Usina Hidrelétrica de Colíder

A Copel Energia S.A. comunicou na sexta-feira (31/ago) a revisão do cronograma de obras do Complexo Eólico Cutia e da Usina Hidrelétrica de Colíder.

  • Este ano as CPLE6 ainda registram queda de 14,4% para uma cotação de R$ 20,39/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 5,6 bilhões. Os múltiplos para 2018 são: P/L de 4,1x e VE/EBITDA de 4,5x. O preço justo de R$ 32,00/ação traz um potencial de alta de 56,9% para suas ações.
  • A data de entrada em operação do empreendimento eólico Cutia, anteriormente prevista para agosto de 2018, foi revisada para setembro de 2018. Para a Usina Hidrelétrica de Colíder a data de início de suprimento da primeira unidade geradora foi revisada para outubro de 2018, anteriormente prevista para agosto de 2018.
  • A Copel informou que desconhece eventuais divergências entre as informações contidas no relatório do ONS e as divulgadas pela companhia, referente a previsão de entrada em operação comercial dos empreendimentos.

Eneva S.A. (ENEV3)
UTE Parnaíba adquiriu 326,4 MW médios no leilão de energia nova A-6 da Aneel

A Eneva S.A. comunicou que a usina termelétrica UTE Parnaíba 5A e 5B (“UTE Parnaíba V”), com capacidade instalada de 386 MW, a ser instalada no Complexo Termelétrico Parnaíba, estado do Maranhão, sagrou-se vitoriosa no leilão de energia nova A-6 da Aneel, realizado na sexta-feira (31/ago).

  • A UTE Parnaíba V contratou 326,4 MW médios, assegurando uma receita fixa anual de R$ 272,4 milhões (data-base: março/2018), corrigida pelo IPCA, pelo prazo de 25 anos, a partir de janeiro de 2024, cujo investimento estimado é de R$ 1,2 bilhão, com início de construção no segundo semestre de 2019. Com esta contratação a Eneva atingirá, até 2024, uma capacidade instalada total de 2,5 GW, e faturamento bruto mínimo anual de R$ 2,5 bilhões.
  • O fornecimento do gás será integrado e assegurado pela Parnaíba Gás Natural S.A., subsidiária integral da Eneva S.A. a partir de suas concessões na Bacia do Parnaíba, sem necessidade de alteração da capacidade diária de produção atual, de 8,4 milhões de m³/dia, dado que Parnaíba V é o fechamento do ciclo aberto de Parnaíba.
  • As ENEV3 registram queda de 7,0% este ano para R$ 12,93/ação (valor de mercado de R$ 4,1 bilhões). Os múltiplos para 2018 são: P/L de 10,4x e VE/EBITDA de 6,6x. O preço justo de R$ 17,00/ação, traz um potencial de alta de 31,5%.

Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Recebimentos de dívida.

A empresa informou na última sexta-feira, que recebeu a quarta parcela (R$ 145,6 milhões) de um total de 36, referente aos Instrumentos de Confissão de Dívidas assinados com a Eletrobras e suas controladas.

  • Até o momento a Petrobras Distribuidora já recebeu R$ 602,6 milhões;
  • Esta dívida da Eletrobras e suas distribuidoras de energia, cujo valor total é de R$ 4,6 bilhões, foi renegociada em abril/2018;
  • O recebimento regular destas parcelas é um fato positivo para a Petrobras Distribuidora e sua controladora (Petrobras).

Boletim Focus
Mediana dos agregados aponta câmbio mais depreciado com menor crescimento econômico e inflação marginalmente menor, em 2018.

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, destaque para a primeira redução marginal das estimativas para o IPCA de 2018, a despeito das atualizações dos últimos 5 dias que apontam para uma elevação no indicador.

  • Para o PIB, a mediana das estimativas sugere o segundo arrefecimento consecutivo, enquanto a Taxa de Câmbio vem mostrando nova depreciação. Por fim, a Meta da Taxa Selic para o final do período seguiu estável pela 14ª vez consecutiva.
  • Com isso, para este ano, as expectativas do IPCA ficaram em 4,16%, o PIB em 1,44%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,80 e a Meta Selic em 6,50% a.a.
  • Já a produção industrial, mais uma vez, mostrou arrefecimento na margem em 2018, sugerindo crescimento de 2,43%, sendo a 5ª redução. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.
  • Destaques do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, para 2018:
  • IPCA: 4,16%;
  • PIB: 1,44%;
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,80;
  • Meta Taxa Selic: 6,50% a.a.

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