Boletim Diário – 17 de Agosto 2018

MERCADO

Bolsa
O Ibovespa mostrou instabilidade durante a sessão da quinta-feira, com abertura em alta e fechamento em baixa de 0,34% aos 76.819 pontos e volume financeiro de R$ 9,37 bilhões. Com o encerramento da safra de resultados do 2T18, o noticiário ficará mais concentrado no desenrolar da crise comercial no exterior e na política doméstica. As próximas pesquisas da corrida presidencial e o comportamento das commodities deverão ter mais peso sobre o mercado nas próximas semanas. Hoje acontece mais um debate entre os principais presidenciáveis. O mercado aguarda ainda a decisão do TSE sobre a candidatura de Lula e articulações para os passos seguintes. Hoje a agenda econômica traz em destaque a segunda prévia do IGP-M de agosto com alta de 0,67% e o IPC-Fipe semanal com alta de 0,47%, acima da leitura anterior de 0,37%. Na Europa e Estados Unidos, os dados desta sexta-feira são pouco relevantes para nosso mercado. A proximidade do final de semana e o vencimento de opções na segunda-feira poderão ditar o rumo do mercado hoje. No exterior os mercados mostram predomínio de baixa nas principais bolsas.

Câmbio
O dia foi de oscilações também na moeda americana, acompanhando o noticiário intraday. No fechamento o dólar registrou ligeira alta de 0,13% aos R$ 3,9029 no mercado à vista. As discussões sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos, com expectativa de amenização a partir das conversas entre autoridades dos dois países e a recuperação da lira turca nos últimos dias, reduziram a pressão sobre o dólar.

Juros
O mercado de juros futuros encerrou a quinta-feira em alta, com o cenário político voltando a ganhar peso nas decisões dos investidores, que reduziram exposição ao risco. No fechamento da taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 subiu de 8,19% para 8,20% e para jan/25, avançou de 11,42% para 11,50%.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Copel Energia (CPLE6)
Teleconferência do 2T18 reforça perspectiva favorável

A Copel Energia realizou ontem (16/ago) sua teleconferência de resultados do 2T18, com destaque para o lucro líquido de R$ 352 milhões no 2T18, com crescimento de 133% em relação ao lucro de R$ 151 milhões do 2T17. Nesta base de comparação a receita operacional líquida cresceu 13% para R$ 3,6 bilhões; e os custos/despesas vieram com alta de 11% somando R$ 3,0 bilhões, em percentual abaixo da receita, resultando no aumento de 18% do EBITDA que totalizou R$ 833 milhões.

  • Este ano as CPLE6 ainda registram queda de 12,3% para uma cotação de R$ 20,91/ação. O preço justo de R$ 32,00/ação traz um potencial de alta de 53,0% para suas ações.
  • No âmbito do programa de investimentos da Copel Energia foram gastos R$ 604 milhões no 2T18, acumulando R$ 1,27 bilhão no 1S18 (43% do estimado para 2018 de R$ 2,93 bilhões). Como já informado, ressalte-se a entrada em operação da Linha de Transmissão (LT) Araraquara-Taubaté, com RAP de R$ 29,8 milhões; e a perspectiva de Início da operação de novas usinas (UHE Colíder, UHE Baixo Iguaçu e Copel Brisa Potiguar que no conjunto agregarão 718 MW), com crescimento de 13% na capacidade instaladada companhia.
  • Atentar que estes 3 grandes projetos resultaram em investimentos de R$ 1,0 bilhão e que não serão mais necessários em 2019, reduzindo proporcionalmente a necessidade de capex para 2019, favorecendo sua estrutura de capital e a redução do endividamento. A empresa espera definir em até 3 meses o seu portfólio de desinvestimento(~20 projetos). Em adição, avalia participar do próximo leilão de energia nova (A-6), no fim de agosto.
  • Sua dívida líquida caiu de R$ 8,4 bilhões no 1T18 para R$ 8,2 bilhões no 2T18, com proporcional redução da alavancagem, de 3,3x para 3,1x, em base trimestral. Esta redução aconteceu mesmo com a emissão de R$ 1,0 bilhão em debêntures na Copel GeT e que compõe a captação de R$ 2,2 bilhões este ano, até o momento.
  • A Fitch reafirmou o rating nacional da Copel em ‘AA-(bra)’ com perspectiva estável.

Cemig (CMIG4)
Teleconferência de resultados do 2T18 

Dentre os destaques, o prejuízo líquido de R$ 60 milhões no 2T18, que se compara ao lucro líquido de R$ 138 milhões do 2T17, explicado por piora do resultado financeiro e equivalência patrimonial negativa. No 1S18 o lucro caiu 20% frente o 1S17 para R$ 404 milhões. Em base ajustada o lucro somou R$ 236 milhões no 2º trimestre e R$ 700 milhões no 1º semestre de 2018.

  • As CMIG4 registram alta de 27,6% este ano para um preço de R$ 8,25/ação. O preço justo de R$ 10,00/ação, traz um potencial de alta de 21,2%.
  • A Cemig avalia estruturas possíveis para a venda da Light, e descarta a hipótese de a empresa ser estatizada. Isso porque a companhia precisa vender esta participação até novembro, quando será liquidada uma opção de venda (“put”) exercida por bancos. Hoje a Cemig detém aproximadamente 48,75% do capital da Light. Com a liquidação da “put”, a fatia deverá superar 50%. A Cemig tem conversado com potenciais investidores sobre a venda da Light, mas a estrutura da operação ainda não foi fechada.
  • Em relação à venda da participação da Cemig na hidrelétrica de Santo Antonio Energia, no rio Madeira, em Rondônia, a empresa sinalizou que houve uma proposta que está sendo analisada tanto pela Cemig quanto pelos outros sócios na usina, cuja venda é esperada para 2018.

Light S.A. (LIGT3)
Possível Captação de Recursos Por Meio de uma Oferta Pública de Ações

A Light está avaliando a possibilidade de realizar uma captação de recursos por meio de uma oferta pública de ações ordinárias de sua emissão. Nesse contexto, celebrou um memorando de entendimentos não vinculante visando a ancoragem de parte de tal potencial Oferta por fundos de investimento liderados por GP Investments, Ltd..

  • Ontem as LIGT3 fecharam cotadas a R$ 13,35/ação e ainda mostram queda de 19,3% este ano. O preço justo de mercado aponta para R$ 18,00/ação com potencial de alta de 34,8%.
  • Tal Memorando é um documento preliminar e não vinculante, que apenas estabelece termos e condições iniciais, porém, a efetiva realização da Oferta está sujeita a diversos fatores, dentre os quais, às condições de mercado, não havendo, nesse momento, qualquer tipo de garantia de que ela venha a se efetivar ou em que termos e condições.
  • Ainda, de acordo com o comunicado, não há, nesta data (16/ago), qualquer conclusão definitiva quanto à realização da Oferta, sua estrutura e volume.

Eletrobras (ELET6)
BNDES divulga data do leilão de desestatização de 3 distribuidoras

O BNDES divulgou nesta sexta-feira (17/ago) no Diário Oficial da União, alteração no cronograma de desestatização das distribuidoras da Eletrobras.

  • O leilão ocorrerá na B3 no dia 30 de agosto para três delas: Eletroacre, Ceron e Boa Vista Energia. Quanto à Amazonas Distribuidora de Energia, será divulgado novo cronograma nos próximos dias, de forma que o leilão seja realizado em 26 de setembro. O leilão da distribuidora alagoana Ceal segue suspenso por decisão judicial.
  • Em outro comunicado a Eletrobras informa que tomou conhecimento hoje (17/ago), atavés da imprensa, de que foi restabelecida decisão da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, para suspender a privatização, após decisão do Órgão Especial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.
  • Ontem (16/ago) suas ações (ELET3 e ELET6) registraram forte alta de, respectivamente, 7,9% e 7,1%, em função da realização do leilão em 30 de agosto. Entendemos que esta notícia de suspensão da desestatização pode trazer alguma volatilidade para os papéis no pregão de hoje. Ressalte-se que a Eletrobras, juntamente com a União e o BNDES, estudam a adoção de medidas cabíveis, para reverter a decisão.

Petrobras (PETR4)
Vitória no CARF

A Petrobras comunicou na noite de ontem, que foi vencedora em processo contra a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).  O julgamento era relativo ao pagamento de R$ 8,2 bilhões, referente ao Imposto de Renda e Contribuição Social do exercício de 2011.

  • Esta é uma notícia muito favorável para a Petrobras, que tem muitos processos sendo julgados em várias instâncias;
  • Ao final do 2T18, a empresa tinha R$ 23,2 bilhões em provisões para perdas judiciais;
  • O volume de processos, não provisionados, que a Petrobras tem em discussão atingiu R$ 206,5 bilhões.

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