Boletim Diário – 08 de Agosto 2018

MERCADO

Bolsa
A bolsa teve uma manhã tranquila motivada pelos resultados corporativos do 2T18 e noticiário externo. Na parte da tarde começou a volatilidade com o Ibovespa virando para baixo diante de especulações sobre a corrida eleitoral e possíveis delações a caminho. O Ibovespa fechou o pregão em baixa de 0,87%, aos 80.347 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,9 bilhões. De agora em diante os investidores terão que conviver com a volatilidade provocada pelas pesquisas, algo comum em períodos que antecedem eleições importantes. Além disso, os números projetados para a economia vêm sendo revisados para pior, o que poderá pesar sobre o mercado de ações à frente. É importante os investidores ficarem atentos não só ao antes, mas também ao que virá após as eleições. A agenda econômica de hoje traz a balança comercial chinesa em julho com saldo de US$ 28,1 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 38,9 bilhões e da leitura anterior de US4 de 41,6 bilhões. Destaque para a disparada de 20,9% das importações no mês. Do lado doméstico, a inflação de julho (IGP-DI subiu 0,44% no M/M e 8,59% no A/A. As bolsas internacionais mostram movimento misto na Europa nesta manhã e também no fechamento da Ásia.

Câmbio
O mercado de câmbio voltou a sentir os efeitos de um noticiário especulando sobre a corrida presidencial – novas pesquisas, rumores de delações, etc. Com isso a moeda fechou o dia em alta de 0,89% aos R$ 3,7667.

Juros
Os mesmos rumores já citados, ditaram o rumo do mercado de juros, que ao final do dia mostrava a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/19 na máxima com taxa de 6,660% vindo de 6,12% na véspera. A taxa do DI para jan/25 terminou em 11,03%, de 10,85%.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Iguatemi (IGTA3)
Crescimento de 18,8% no lucro líquido do 2T18 somando R$ 60,6 mihões

  • Crescimento de 16,8% no lucro líquido do 1S18 com o resultado favorecido pela redução na despesa financeira líquida que caiu de R$ 43,4 milhões no 2T17 para R$ 30,1 milhões no 2T18 e de R$ 86,9 milhões no 1S17 para R$ 56,2 milhões no 1S18.
  • Principais contas de resultado mostram pequena evolução nos dois períodos comparativos
  • Endividamento líquido soma de R$ 1,54 bilhão levando a um múltiplo Dívida Líquida/EBITDA de 2,84x para o final do 2T18
  • Indicadores operacionais seguem positivos sem alterações relevantes, mostrando que o setor de shopping centers foi pouco impactado pela crise recente, mas também não conseguiu crescimentos importantes.

Rumo (RAIL3)
Prejuízo líquido de R$ 34,5 milhões no 2T18 e de R$ 92,8 milhões no 1S18

  • Aumetno de 9,3% no volume total transportado no 2T18 e de 13,2% no comparativo semestral;
  • Crescimento de 10,5% na receita líquida e aumento de 15,1% no EBITDA do 2T18/2T17;
  • Lucro operacional soma R$ 477,8 milhões no 2T18, mas o resultado líquido foi penalizado pelas despesas financeiras e aumento do IR e CS, somando R$ 34,5 milhões no 2T18 e R$ 92,8 milhões no 1S18.
  • Aprovação de linha de financiamento no valor de R$ 2,89 bilhões junto ao BNDES.

Fato Relevante: A RUMO S.A. em conjunto com suas controladas RUMO MALHA NORTE S.A. e RUMO MALHA SUL S.A., informou que recebeu comunicação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da aprovação da concessão de colaboração financeira às suas controladas, no valor total de R$ 2.887 bilhões. O valor do financiamento do BNDES é destinado a apoiar os investimentos no âmbito da concessão de transporte ferroviário de cargas, e ainda está sujeito ao cumprimento de condições precedentes usuais para sua contratação.


Minerva (BEEF3)
Forte prejuízo no 2T18 e melhora do resultado operacional

A Minerva reportou seus resultados referentes ao 2T18 com crescimento de volumes e preços que resultaram em melhora do resultado operacional e das margens (em base trimestral). A variação cambial no trimestre ajudou as exportações com impacto positivo na receita. Por outro lado, sensibilizou de forma negativa o resultado financeiro.

  • Nesse contexto, a Minerva registrou um prejuízo líquido de R$ 926,0 milhões no 2T18 que se compara ao prejuízo de R$ 55,6 milhões do 2T17. Cotadas a R$ 7,21/ação (valor de mercado de R$ 1,6 bilhão) as BEEF3 registram queda de 32,3% este ano. O preço justo de R$ 11,50/ação embute um potencial de alta de 59,5%.
  • Receita Líquida da companhia no 2T18 somou R$ 3,74 bilhões, 45% superior ao 2T17 e 6% acima do 1T18, explicada pelo aumento de volume vendido (na comparação de 12 meses) e por melhores preços de venda (em ambas as bases de comparação, trimestral e anual).
  • O EBITDA ajustado no 2T18 foi de R$ 353,4 milhões, com crescimento de 27% em relação ao 2T17 e 24% superior ao 1T18. A margem EBITDA ajustada do trimestre atingiu 9,5% e se compara a 8,1% do 1T18 e a 10,8% do 2T17.
  • Ao final de junho/18 a dívida líquida da companhia era de R$ 6,86 bilhões (incluso R$ 4,2 bilhões em caixa), com crescimento de 16,3% em relação a março/18 (R$ 5,90 bilhões). A alavancagem passou de 4,5x o EBITDA no 1T18 para 5,0x no 2T18 sendo que o duration da dívida atingiu 5,6 anos. Ao final do trimestre, aproximadamente 77% da dívida total (R$ 11,07 bilhões) estava exposta à variação cambial.

Tupy (TUPY3)
Crescimento de vendas e EBITDA no 2T18

A empresa divulgou na noite de ontem os resultados do 2T18, com forte crescimento de vendas, na receita e rentabilidade operacional.  Porém o lucro líquido do trimestre foi negativamente impactado por um custo financeiro mais elevado e por uma maior provisão para Imposto de renda.

  • No 2T18, a Tupy lucrou de R$ 48 milhões (R$ 0,33 por ação), que foi 203,2% maior que no mesmo trimestre do ano passado, mas 15,1% menor que no 1T18;
  • As vendas totais aumentaram 8,4% no 2T18, em relação ao 2T17.  O destaque continuou sendo o desempenho do segmento automotivo, que cresceu 5,7% no mercado interno e 10,6% no externo;
  • A empresa pagará no dia 24 de agosto juros sobre o capital no valor total de R$ 37,5 milhões (R$ 0,26 por ação).

CSN (CSNA3)
Resultado do 2T18 

A CSN divulgou na noite de ontem seus resultados do 2T18, que apresentaram consideráveis aumentos de vendas, na receita e nas margens em relação ao mesmo período de 2017. Com estes ganhos na operação, o uso da “Contabilidade de Hedge”, que limitou a perdas financeiras com a desvalorização do real, e receitas não recorrentes, a empresa conseguiu reverter o prejuízo sofrido no 2T17. O lucro no 2T18 ficou menor que no trimestre anterior, porque no 1T18 foram contabilizados elevados ganhos não recorrentes (R$ 1,6 bilhão).

  •  A CSN lucrou R$ 1.190 milhões (R$ 0,86 por ação) no 2T18, valor 20,0% menor que no trimestre anterior, mas que reverteu o prejuízo de R$ 640 milhões sofrido no 2T17;
  • O lucro neste trimestre foi beneficiado pelos ganhos na venda da CSN LLC (R$ 1.150 milhões), que compensaram as perdas com a queda nas cotações da Usiminas (perda de R$ 516 milhões);
  • As vendas de aço de aço da CSN No 2T18f oram de 1.321 mil toneladas, com crescimento de 12,5% comparado com o mesmo período do ano passado. O destaque no trimestre foi o aumento das vendas no mercado interno, que cresceram 22,4%.

Gerdau (GGBR)
Forte elevação da rentabilidade no 2T18

A empresa divulgou nesta manhã seus resultados do 2T18, com incrementos expressivos de vendas, na receita e nas margens.

  • No 2T18, o lucro líquido somou R$ 695 milhões (R$ 0,40 por ação), valor que foi 54,0% maior que no trimestre anterior e mais de nove vezes superior ao resultado auferido no 2T17;
  • Os aumentos de preços e dos volumes vendidos, juntamente com o controle dos custos e despesas, permitiram ganhos significativos na rentabilidade do trimestre;
  • A Gerdau pagará juros sobre o capital próprio no valor de R$ 0,14 por ação, referente ao resultado do 2T18, no dia 31 de agosto com base nas posições acionárias de 21/8.  A partir de 22 de agosto, estas ações já serão negociadas “ex-direitos”.

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Taesa (TAEE11)
Teleconferência do 2T18

A Taesa realizou ontem (7/ago) sua teleconferência de resultado do 2T18. O principal destaque ficou com o lucro líquido (IFRS) de R$ 259,3 milhões no trimestre, 260% acima dos R$ 72,0 milhões do 2T17, acumulando no 1S18 um lucro de R$ 476,5 milhões (+74%).

  • Suas units fecharam cotadas a R$ 20,10 (valor de mercado de R$ 6,9 bilhões) e queda de 0,1% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2018 são: P/L de 8,1x e VE/EBITDA de 8,0x. O preço justo de R$ 25,00/unit traz um potencial de alta de 24,4%.
  • O Conselho de Administração da companhia aprovou a distribuição de R$ 164,3 milhões (R$ 0,48/unit) a título de dividendos intercalares. O pagamento será feito no dia 20 de agosto de 2018 com base na posição acionária de 9 de agosto de 2018. O retorno é de 2,4%.
  • Ao final do 2T18 sua dívida líquida era de R$ 2,3 bilhões (1,4x o EBITDA) demonstrando um sólido perfil financeiro, baixa alavancagem.
  • A companhia está se preparando para participar da venda pela Eletrobras de 11 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de transmissão, das quais, 5 com participação direta da Taesa, nas quais a companhia tem a preferência e por isso, com boas condições de sucesso. Também está no radar o próximo leilão de linhas de transmissão da Aneel, previsto para o final deste ano, com projetos que somam investimentos de R$ 15 bilhões. O foco são investimentos que tragam retorno adequado, dentro da disciplina financeira da companhia.

CSU CardSystem (CARD3)
Lucro de R$ 8,4 milhões do 2T18 e melhor margem operacional

A CSU registrou no 2T18 um lucro líquido de R$ 8,4 milhões, com redução de 7,4% ante o 2T17, e 3,7% superior ao 1T18 (R$ 8,1 milhões). Em base trimestral, esse resultado foi construído a partir da redução de 3,5% da Receita Líquida que totalizou R$ 104,7 milhões, e da alta de 5,2% do EBITDA para R$ 22,2 milhões.

  • Ainda como destaque positivo, a recomposição de margem Ebitda, que subiu de 19,4% no 1T18 para 21,2% no 2T18. Suas ações (CARD3) registram queda de 27,2% este ano para R$ 7,10/ação (valor de mercado de R$ 297 milhões). Nesse preço os múltiplos para 2018 são: P/L de 8,5x e VE/EBITDA de 3,5x.
  • A Unidade CSU.CardSystem registrou cerca de 640.000 novos cartões adicionados à base do trimestre, em processo de ativação, com destaque para a retomada na prestação do serviço de processamento de adquirência. A Unidade CSU.Contact apresentou ganhos de eficiência e crescimento de margens no trimestre, com o emprego cada vez maior de tecnologia e robotização no atendimento ao cliente.
  • Ao final de jun/18 o endividamento líquido da companhia totalizava R$ 29,6 milhões, equivalente a 0,3x o EBITDA dos últimos 12 meses, e se compara a R$ 17,1 milhões em mar/18 (0,2x o EBITDA) e abaixo de 0,4x em jun/17.

Hermes Pardini (PARD3)
Lucro líquido de R$ 33,2 milhões no 2T18 e R$ 62,8 milhões no semestre

  • Resultados dentro da normalidade apesar da greve dos caminhoneiros com impacto nas operações de logística.
  • O volume de produção de exames aumentou 9,0% em relação ao mesmo período de 2017, mesmo considerando os impactados da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo
  • Conclusão de e aquisições no1S18: Em maiio a aquisição do DLE (Diagnósticos Laboratoriais Especializados), empresa referência nacional em exames altamente especializados nas áreas de genética humana e doenças raras.
  • Em julho aquisição de 55% da Psychemedics Brasil, empresa que possui presença relevante no segmento de exames toxicológicos de larga janela de detecção e em 2017 apresentou receita líquida de R$132 milhões. A aquisição complementa a presença do IHP no segmento de toxicologia forense após a aquisição do Labfar em março de 2018.
  • A companhia encerrou o 2T18 com lucro líquido de R$ 33,2 milhões, aumento de 4,8% na comparação com o 2T17, (R$ 31,6 milhões). A margem líquida foi de 11,0% no 2T18, mesmo patamar do 2T17.

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