Boletim Diário – 03 de Agosto 2018

MERCADO

Bolsa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira com alta de 0,42% aos 79.637 pontos com giro financeiro de 8,7 bilhões. A alta das bolsas de NY e a valorização das ações de Petrobras e Ultrapar deram uma força ao índice. A questão da guerra comercial entre EUA e China, somada ao início da corrida presidencial vem provocando volatilidade nos mercados, mas ontem o efeito foi moderado no fechamento após uma pressão na parte da manhã. Hoje a agenda econômica traz as vendas no varejo na Europa em junho com alta de 0,3% no M/M e 1,2% no A/A. Nos EUA, destaque para a balança comercial e a taxa de desemprego no país no mês de julho. Nenhum indicador importante do lado doméstico hoje. As bolsas internacionais mostram bom desempenho na Europa nesta manhã, mas fecharam em queda na China. Do lado doméstico, se mantido o caminho de alta das bolsas de NY e bom comportamento das commodities, podemos ter mais um dia de mercado em alta.

Câmbio
A quinta-feira foi também calma no mercado de câmbio, com a cotação da moeda americana fechando estável em R$ 3,7588 no mercado à vista. Este comportamento reflete o ambiente mais calmo no cenário político nos últimos dias e ausência de indicadores e fatores que pudessem provocar algum stress no mercado.

Juros
Ontem o mercado de juros futuros mostrou pouca oscilação no fechamento das taxas de curto e longo prazo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/19 fechou com taxa de 6,620%, de 6,622% na quarta-feira e a do DI para jan/25 subiu de 11,03% para 11,06%.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Petrobras (PETR4)
Um salto no lucro do 2T18

A Petrobras divulgou nesta manhã seu resultado do 2T18, que mostrou queda nas vendas, mas saltos na receita, margens e no lucro líquido.  Os melhores preços do petróleo e dos derivados foram fundamentais para o bom resultado do trimestre.

  • Os números deste trimestre também foram beneficiados pelo ganho da renegociação das dívidas com o Sistema Eletrobras de R$ 2,1 bilhões, lançado no resultado financeiro;
  • A empresa fez um diferimento de R$ 30,6 bilhões em variações cambiais no 2T18 (uso da Contabilidade de Hedge), compensando as perdas com a desvalorização do real no trimestre;
  • No 2T18, a Petrobras lucrou R$ 10,1 bilhões (R$ 0,77 por ação), valor que foi 44,7% maior que no 1T18 e mais de trinta vezes superior ao resultado do mesmo período de 2017.

Banco ABC Brasil (ABCB4)
Bom 2T18 em linha, com melhora de margem e inadimplência comportada

O ABC Brasil registrou no 2T18 um lucro líquido recorrente de R$ 111,7 milhões (ROAE de 13,0%), 2,9% superior ao trimestre anterior e 4,2% acima do 2T17. Um bom resultado trimestral, em linha com o esperado, com recuperação de margem (mesmo com acréscimo de PDD), aumento das Receitas de Serviços, melhora de eficiência e estabilidade do ROAE recorrente. A inadimplência segue comportada.

  • Suas ações estão sendo negociadas a R$ 15,69/ação com queda de 0,8% este ano, a 0,9x o seu valor patrimonial e com P/L para 2018 de 6,9x. Seguimos com recomendação de compra com preço justo de R$ 22,00/ação, correspondente a um potencial de alta de 40,2%.
  • No 1S18 o lucro líquido recorrente somou R$ 220,2 milhões, em linha com os R$ 218,3 milhões do 1S17;
  • A Margem Financeira Gerencial do 2T18 cresceu 10,1% em relação ao 1T18, reduzindo o crescimento para 6,1% após forte incremento de PDD de 47,5% nesta base de comparação.
  • A NIM foi de 4,0% neste 2T18 com aumento de 0,3pp em relação aos 3,7% do trimestre anterior. As Despesas Operacionais cresceram 2,0% no trimestre totalizando R$ 116,2 milhões.
  • O Índice de Eficiência passou de 36,4% no trimestre anterior para 34,6% neste 2T18. A Basileia permaneceu estável em 16,14% sendo o capital Nivel I de 13,08%.
  • Ao final de junho de 2018 a Carteira de Crédito Expandida era de R$ 25,3 bilhões, com crescimento de 1,9% no trimestre e de 10,6% em 12 meses, sensibilizada pelo crescimento no segmento Corporate (+5,9% no trimestre e +31,8% em 12 meses).
  • A inadimplência medida pelas operações vencidas a mais de 90 dias caiu de 0,7% para 0,6%. O banco manteve suas projeções de crescimento para 2018.

IRB Brasil RE S.A. (IRBR3)
Resultado do 2T18 acima do esperado

O IRB Brasil registrou um lucro líquido de R$ 287,3 milhões no 2T18 com alta de 24,0% em relação a igual trimestre do ano anterior, acumulando no 1S18 um lucro líquido de R$ 541,3 milhões, 19,1% superior aos R$ 454,4 milhões do 1S17. O ROAE no 2T18 foi de 33% e de 30% no acumulado do ano.

O resultado trimestral veio acima do esperado pelo mercado e reflete o crescimento dos prêmios, do resultado de Underwriting, que compensaram o aumento de despesas e a queda do resultado financeiro. Em linha com os bons resultados reportados, suas ações registram alta de 67,8% este ano para R$ 54,88/ação (valor de mercado de 17,1 bilhões), e P/L para 2018 de 16,5x.

  • A companhia encerrou o 2T18 com um crescimento de 27,8% ante o 2T17, do volume total de prêmio emitido, para R$ 1,9 bilhão (sendo R$ 1,2 bilhão emitido no Brasil e R$ 721 milhões emitidos no exterior), com destaque para a efetivação de 90 novos contratos no período.
  • O resultado de underwriting somou R$ 296,3 milhões no 2T18, com forte crescimento de 77,7% ante o 2T17.
  • O índice de despesa administrativa passou de 6,3% no 2T17 para 5,4% neste 2T18, com a despesa administrativa totalizando R$ 64 milhões. No 1S18 o índice de despesa administrativa foi de 5,4% uma redução foi de 1,3pp frente o 1S17, com a despesa administrativa totalizando R$ 114 milhões.
  • No 2T18 o resultado financeiro e patrimonial totalizou R$ 208,6 milhões, após queda de 10,4% em relação ao 2T17, inferior à queda de 41,5% da Selic média que passou de 10,92% para 6,39% entre os trimestres comparáveis. A rentabilidade da carteira de investimentos foi equivalente a 139% do CDI, acima de 136% do CDI no 2T17, sustentada pela posição long em US dólar no período.
  • A companhia manteve o seu guidance para 2018 com base nos resultados apresentados até o 1º semestre de 2018.

SulAmérica (SULA11)
Bom lucro do 2T18 em linha com o esperado
A companhia registrou no 2T18 um lucro líquido de R$ 135,4 milhões, em linha com o esperado pelo mercado, representando um forte incremento de 68% em relação ao 2T17, acumulando no semestre um lucro de R$ 276,8 milhões (+32%).

Suas units registram alta de 24,9% este ano para R$ 22,68. O preço justo de R$ 23,00/unit representa um potencial de alta de 1,4%. Nesse preço o valor de mercado da companhia é de R$ 8,9 bilhões, com P/L para 2018 de 11,1x.

  • Este resultado veio positivamente impactado por aumento de receita e de prêmios ganhos, queda de sinistralidade e dos custos de comercialização, que resultaram na melhora dos índices combinado e combinado ampliado. Estes pontos mais que compensaram a queda do resultado financeiro.
  • Receitas Operacionais totais cresceram 16,7% para R$ 5,1 bilhões no 2T18 e 14,4% no 1S18 totalizando R$ 9,9 bilhões;
  • Sinistralidade consolidada de 77,4% registrou melhora de 3,4 p.p. no 2T18. O Índice combinado apresentou melhora de 4,0 p.p. atingindo 98,9% no 2T18;
  • Retorno sobre o patrimônio líquido médio de 15,1% nos últimos doze meses.

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