Boletim Diário – 25 de julho 2018

MERCADO

Bolsa

O Ibovespa fechou ontem com alta de 1,49% aos 79.155 pontos e giro financeiro de R$ 9,2 bilhões, refletindo o cenário externo favorável e o otimismo com a corrida eleitoral no Brasil. A expectativa de balanços positivos nesta semana foi outro fator que impulsionou os negócios, assim como o fluxo de recursos externos, que segue firme na bolsa. Na agenda de hoje o IPC Fipe semanal de 23/julho em 0,26% desacelerando ante 0,37% anterior (impactado pela deflação dos alimentos), e o índice de Confiança do Consumidor de julho. Nos EUA as Vendas de casas novas de junho e o índice MBA-Solicitações de empréstimos hipotecários. Após fechamento positivo na Ásia, as bolsas da Europa registram queda e futuros de NY flutuam. A divulgação de balanços segue influenciando o comportamento das ações e setores.

Câmbio

O dólar à vista fechou ontem com queda de 1,03% a R$ 3,7439 refletindo um cenário externo favorável aliado a um fortalecimento de candidatura de centro para as eleições presidenciais neste ano no Brasil. Investidores também se desfizeram de posições compradas, incluindo alguns fundos estrangeiros. À tarde dólar futuro para agosto operava em queda de 0,99%, a R$ 3,7485.

Juros

A melhora de humor dos investidores tanto no front externo quanto interno influenciou na queda dos juros nos principais vencimentos. Do ponto de vista da economia, o cenário é de recuperação lenta do PIB, inflação contida, e contas externas saudáveis. Os problemas fiscais, contudo, continuam latentes. Ao final o DI para janeiro de 2019 fechou na mínima de 6,690%, de 6,723% anteontem. O DI para janeiro de 2020 caiu de 8,14% para 8,05%, e a taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,05%, de 9,11% no dia anterior.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

SANTANDER BRASIL (SANB11)
Lucro do 2T18 acima do esperado

O Santander registrou no 2T18 um lucro líquido gerencial de R$ 3,02 bilhões (ROAE de 19,5%), acima do esperado, com crescimento de 29% em 12 meses e alta de 6% em base trimestral. Com isso no 1S18 o lucro cresceu 27% para R$ 5,88 bilhões. Estamos mantendo o preço justo de R$ 43,00/unit e elevamos a recomendação de manutenção para COMPRA para as Units do banco.

  • Em base trimestral o resultado gerencial foi impactado positivamente pelo incremento da Margem Financeira, queda da PDD e por crescimento das Receitas de Serviços, que mais que compensaram o comportamento das Despesas Gerais.
  • A carteira de crédito cresceu em ambas as bases de comparação sensibilizada pela evolução no segmento das Pessoas Físicas e no financiamento ao consumo, compensando o menor crescimento dos empréstimos às Grandes e Pequenas e Médias empresas.
  • O spread de crédito melhorou, assim como o índice de eficiência. Destaque para a queda de 0,1pp para 2,8% na inadimplência medida pelos atrasos acima de 90 dias reflexo da redução no segmento PJ.
  • Neste 2T18 o Santander Brasil destacou R$ 600 milhões a serem distribuídos aos acionistas, na forma de dividendos, pagos a partir de 27 de julho de 2018, com retorno de 0,5%.

FIBRIA (FIBR3)
Bom resultado operacional no 2T18, mas com o lucro líquido impactado pelo resultado financeiro negativo

A ação FIBR3 encerrou ontem cotada a R$ 73,05 acumulando valorização de 53,7% em 2018. O valor de mercado atual da companhia é de R$ 40,4 bilhões e a ação está sendo negociada a 2,66x o valor patrimonial.

A Fibria reportou hoje os resultados do 2T18, que na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior se mostraram positivos, a despeito do resultado financeiro negativo, dada a desvalorização de 16% do real frente ao dólar, levando a companhia a reportar prejuízo líquido de R$ 210 milhões. A Fibria reportou crescimento em praticamente todas as linhas de negócio, com destaque para o crescimento nas vendas no mercado externo, ocasionando aumento de receita, ganhos de margens e uma maior EBITDA, levando a companhia a reportar o menor parar de alavancagem financeira em dólar.

  • Produção de celulose de 1.600 mil t, estável em relação ao 1T18 e 20% superior ao 2T17;
  • Vendas de celulose, incluindo a celulose proveniente da Klabin, totalizaram 1.768 mil t, 11% e 15% superior ao 1T18 e ao 2T17;
  • Receita líquida de R$ 4,722 bilhões (+28% t/t e +70% a/a);
  • Custo caixa em R$ 668/t (-6% t/t e +1% a/a);
  • EBITDA ajustado de R$ 2,499 bilhões (+37% t/t e +133% a/a);
  • Prejuízo Líquido de R$ 210 milhões (positivo em R$ 615 milhões no 1T18 e negativo em R$ 259 milhões no 2T17);
  • Relação Dívida Líquida/EBITDA em dólar em 1,58x (2,02x no 1T18 e 3,75x no 2T17).

 

TELEFÔNICA BRASIL S.A. (VIVT4)
Forte crescimento de lucro no 2T18

A Telefônica Brasil S.A. registrou um lucro líquido contábil de R$ 3,17 bilhões no 2T18, com crescimento de 263% em 12 meses, reflexo do aumento do EBITDA e dos efeitos extraordinários no trimestre. Com isso o lucro líquido contábil totalizou R$ 4,26 bilhões no 1º semestre deste ano. As VIVT4 registram queda de 7,4% este ano para 43,56/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 72,5 bilhões.

  • A Receita Operacional Líquida cresceu 1,1% no 2T18 em 12 meses e +1,4% no semestre, mantendo a trajetória positiva apresentada ao longo dos últimos trimestres.
  • Os custos operacionais recorrentes do 2T18 caíram 1,2% em base de 12 meses, beneficiados pelas iniciativas de simplificação, eficiência e digitalização.
  • O EBITDA recorrente somou R$ 3,73 bilhões no trimestre, um crescimento de 5,8% em 12 meses, com margem EBITDA recorrente de 34,5% (+1,5 p.p). Considerando os efeitos não recorrentes, o EBITDA alcançou R$ 5,18 bilhões (+46,9%) com margem EBITDA de 47,9%.
  • Os investimentos foram de R$ 2,1 bilhões no 2T18 e R$ 3,7 bilhões no 6M18.

BRASKEM (BRKM5)
Aumento de preços de venda

A Braskem está aumentando os preços de venda da sua principal resina (polietileno), o que é positivo para os resultados da empresa.

  • Segundo o jornal Valor, em sua edição de hoje, a Braskem irá aumentar os preços de venda do polietileno em R$ 500 por tonelada a partir de 1/agosto;
  • Ainda segundo o jornal, a Braskem teria aumentado em julho os preços desta resina em valor semelhante;
  • O preço do polietileno no Estados Unidos subiu 5,5% em 2018, com isso recuperando parte da perda no spread (diferença entre o preço da resina e da matéria-prima)

 


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