Investindo em Termos: Como faz?

Esta é uma boa opção para os investidores mais experientes, sendo que é um tipo de operação na qual o investidor tem a opção de alavancar a compra de uma ação (ação-objeto) no mercado a vista.

Este tipo de operação não é recomendada para investidores iniciantes e a equipe da Planner está à disposição para qualquer esclarecimento necessário.

  • Direitos e Proventos

Os direitos e proventos distribuídos às ações-objeto do contrato a termo pertencem ao comprador e serão recebidos, juntamente com as ações-objeto, na data da liquidação ou segundo normas específicas da BOVESPA.

  • A Liquidação do Contrato

A liquidação de uma operação a termo, no vencimento do contrato ou antecipadamente, se assim o comprador o desejar, implica a entrega dos títulos pelo vendedor e o pagamento do preço estipulado no contrato pelo comprador.

Essa liquidação é realizada na BOVESPA sob sua garantia, fiscalização e controle, o que assegura o cumprimento dos compromissos, de acordo com o que as partes envolvidas estipularam em pregão.

  • Prazo

Data de vencimento futuro (mínimo de 12 dias úteis e no máximo de 999 dias corridos) escolhida pelo investidor. O investidor poderá liquidar sua posição a termo após D2 (segundo dia útil após a operação) ou até V3 (terceiro dia útil anterior ao vencimento do termo).

  • Tipo

Tradicional: Uma vez liquidado, o comprador não poderá utilizar o mesmo contrato de termo para uma outra ação.

Flexível: Contrato a termo, em que o comprador pode, sem encerrar o contrato, substituir as ações-objeto, vendendo-as no mercado a vista.

O montante financeiro apurado deve ser utilizado para comprar ações de outras empresas (que serão as novas ações-objeto) ou ficará retido sem remuneração.

A flexibilidade do novo contrato a termo permite ao investidor aproveitar oportunidades de lucro oriundas da variação do preço dos ativos no mercado, maximizando seu retorno com a mesma simplicidade do termo tradicional.

Vale ressaltar que os juros de um termo flexível são maiores do que ao do termo tradicional.

  • Margem de garantia

Garantia inicial: Ao realizar uma operação a termo, o comprador deve depositar na CBLC uma margem de garantia inicial para garantir sua posição de compra alavancada. Essa garantia é o intervalo de margem da CBLC. Atualmente, para a maioria das ações que compõe o índice Bovespa, o intervalo é 6% do volume financeiro da operação. As garantias podem ser: dinheiro, algumas das principais ações negociadas, títulos públicos, etc. A margem deverá estar disponível em conta em D1 (primeiro dia útil após a operação).

Garantia adicional: Sempre que ocorrer redução no valor de cotação da ação-objeto o investidor a termo estará sujeito a reforçar sua margem de garantia junto a CBLC.

CUSTOS DE TRANSAÇÕES

Ao realizar uma operação a termo, o aplicador incorre nos seguintes custos:

Taxa de corretagem

Taxa livremente negociada entre as partes e calculada sobre o valor dos negócios executados no pregão.

A corretagem adotada será de 0,5% do montante financeiro envolvido, mais uma taxa de R$ 25,21.

Taxa de Registro

À base de 0,012% do valor total do contrato, cobrado de cada uma das partes.

Emolumentos

0,019% cobrados sobre o valor da operação

CUSTOS CBLC

Taxa de Liquidação

0,006% sobre o volume financeiro, cobrado de cada uma das partes.

Taxa de Registro

0,028% sobre o valor financeiro, cobrado de cada uma das partes.

Tributação

Imposto de Renda – incide sobre todas as operações, sendo que os procedimentos são diferenciados para operações financeiras e não financeiras.

Estratégia de negociação

Por que comprar ações a termo?

As principais vantagens desse tipo de operação consistem em permitir ao investidor:

  • Alavancar ganhos

A compra a termo confere ao investidor que, num dado instante, possua um determinado volume de recursos a possibilidade de adquirir uma quantidade de ações superior à que sua disponibilidade financeira permitiria comprar a vista naquele momento, proporcionando-lhe uma taxa de retorno maior, no caso de elevação dos preços a vista.

  • Diversificar Riscos

Um aplicador quer comprar algumas ações cujas cotações estima estarem deprimidas, porém não quer concentrar todos os seus recursos em apenas um ou dois papéis, para não assumir riscos muito elevados. Adquire a termo quatro papéis mais atrativos, desembolsando apenas a margem de garantia. Essa diversificação envolve riscos menores do que uma aplicação em ações de uma única empresa, já que a eventual perda com uma ação pode ser compensada com ganhos com as outras três.

  • Obter Recursos (operação caixa)

Para detentores de carteiras que precisam de recursos para uma aplicação rápida, mas não querem se desfazer de nenhuma ação. A alternativa de vender a vista para imediata compra a termo do mesmo papel permite ao aplicador fazer caixa e, ao mesmo tempo, manter sua participação na empresa.

  • Proteger preços

Um aplicador que espera uma alta nos preços de uma ação ou de um conjunto delas pode comprar a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta da ação. Poderá fazer isso porque, embora não conte, no momento, com dinheiro suficiente para a compra do lote desejado, aguarda a entrada de novos recursos dentro do prazo para o qual realizou a operação

Por que vender ações a termo?

Principalmente, para obter renda adicional.

  • Para financiar

Nesse tipo de operação – de financiamento – o aplicador compra ações no mercado a vista e as vende a termo, no prazo que deseja financiar, com o objetivo de ganhar a diferença existente entre os preços a vista e a termo, ou seja, os juros da operação.

  • Aumentar a receita

Tomada a decisão de vender uma ação (sem a necessidade de uso imediato de recursos), pode-se optar por uma venda a termo, maximizando ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista da ação. Esse período (o prazo do contrato) será escolhido pelo vendedor a termo, de acordo com sua programação de aplicações e seu conhecimento de alternativas futuras.

Estratégias adicionais

Além das apresentadas acima, podem ser montadas, com a ajuda de uma corretora, estratégias mais sofisticadas, como por exemplo:

  • Vender a Termo e Comprar Opções de Compra

A utilidade dessa estratégia é viabilizar proteção para o vendedor a termo que não possui as ações. Adquirindo opções de compra sobre as ações vendidas a termo, o aplicador que espera por uma baixa de mercado protege-se contra uma inesperada alta no mercado a vista.

  • Comprar a Termo e Lançar Opções de Compra

Com essa estratégia, o aplicador pode explorar os diferentes níveis de taxas de juros existentes nos dois mercados e, caso não seja exercido, reduzir o custo de aquisição dos títulos. Dessa forma, é possível garantir o atendimento ao eventual exercício da opção pela liquidação do contrato a termo.

Mercado a termo em pontos

Assim como na modalidade tradicional, o termo em pontos constitui-se na compra ou venda de uma certa quantidade de ações a um preço preestabelecido, para liquidação em prazo determinado a contar da data de sua realização.

Difere em relação ao termo tradicional nos seguintes aspectos:

  • O preço contratado entre as partes é convertido para pontos e ajustado de acordo com indicador estabelecido entre as partes, que pode ser escolhido dentre os autorizados pela BOVESPA;
  • Tem negociação secundária;
  • Somente pode ser negociado em lote-padrão (o mesmo adotado nas negociações a vista com o papel) e seus múltiplos;
  • Os direitos a recebimento de dividendo, bonificação em dinheiro ou qualquer outro provento em dinheiro e a subscrição de valores mobiliários não alterarão o respectivo preço do contrato. Contudo, o vendedor repassará o valor equivalente ao provento devido em dinheiro, na data da efetiva distribuição.

No caso de bonificações em ações ou desdobramentos, a quantidade de ações contratadas será ajustada proporcionalmente, mantendo-se inalterado o compromisso financeiro original.

Com exceção do descrito acima, as demais características e procedimentos do Termo em Pontos são idênticas às adotadas no Termo Tradicional.

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